No âmbito do Projeto de Educação para a Saúde (PES) e em articulação com a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, os alunos do 11.º ano participaram numa sessão dinâmica e interativa dedicada à Sexualidade e Prevenção de IST (Infeções Sexualmente Transmissíveis).
A iniciativa partiu de um convite da professora Ana Morais, de Filosofia, e foi dinamizada pela coordenadora do PES, que respondeu ao desafio dos alunos de realizar uma sessão “diferente” e mais próxima das suas inquietações.
Aprender para Decidir: O Perigo Invisível
Longe do formato de aula tradicional, a sessão focou-se no esclarecimento de dúvidas dos alunos, colocadas previamente, e na abordagem aos conteúdos das aprendizagens essenciais transversais. Um dos pontos centrais foi a desmistificação do conceito de IST — explicando por que razão a terminologia mudou de “doenças” para “infeções” — e o alerta para a assintomatologia, o chamado “perigo invisível” de muitas destas condições.
Através de apresentações claras e rigorosas do ponto de vista científico, abordaram-se infeções como a Clamídia, o HPV, o Herpes Genital e o VIH/SIDA, reforçando-se a importância do diagnóstico precoce e dos métodos de prevenção.
O Desafio: Ética e Responsabilidade na Primeira Pessoa
O momento alto da atividade foi um desafio de tomada de decisão. Orientados por um guião de apoio e um ebook sobre o assunto, os alunos foram confrontados com diversos cenários da vida real.
Organizados em grupos, tiveram de:
- Analisar situações complexas envolvendo escolhas contracetivas e comportamentos de risco.
- Debater as melhores opções com base em critérios de saúde, eficácia e contexto pessoal (como o caso de atletas de alta competição ou jovens em diferentes fases de relacionamento).
- Fundamentar e expor as decisões perante a turma, promovendo um debate rico sobre responsabilidade partilhada e o respeito mútuo.
Recursos para o Futuro
A sessão serviu também para dar a conhecer recursos fundamentais de apoio aos jovens, como a Associação para o Planeamento da Família (APF) e a linha Sexualidade em Linha, reforçando que a saúde sexual e reprodutiva é um direito de todos.
Esta atividade provou ser uma excelente forma de dotar os alunos de ferramentas críticas e científicas, preparando-os para a vida de uma forma informada e, acima de tudo, responsável. Como foi sublinhado: “Não existe apenas um método correto; existe a escolha consciente para cada situação e para cada casal.”
Os alunos afirmaram ter gostado da atividade, de acordo com questionário aplicado, embora o tempo fosse curto para todas as dúvidas e questões.
A professora coordenadora do PES, Élia Martins

