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Gil Vicente n’O Sonho

No passado dia vinte e oito de março, numa visita organizada pela professora Ana Rita Lopes, as turmas do décimo ano A, B e C foram assistir  à representação da peça Farsa de Inês Pereira de Gil Vicente, na Companhia de Teatro “O Sonho”.

   Esta Farsa foi representada, pela primeira vez, em 1523, para o rei D. João III e tinha um mote desafiante “mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube”, sobre o qual Gil Vicente deveria provar toda a sua autenticidade. Quinhentos anos mais tarde, oito atores levam a palco a peça, esperando cativar o exigente público adolescente do século XXI, que estuda o texto nas aulas de Português.

    Num cenário simples, apenas com um biombo e alguns adereços em palco, encontramos em cena Inês Pereira, a personagem principal. Moça, jovem, burguesa, cheia de ambições sonha com um casamento libertador e com a consequente ascensão social. Contra a vontade da Mãe e da Alcoviteira Lianor Vaz, que lhe apresentou o camponês honesto, humilde e rico, Inês Pereira casa-se com o nobre e elegante escudeiro, Brás da Mata. Depressa percebe o erro e perante a viuvez, não hesita em reparar o engano e, desta vez, casa-se mesmo com Pêro Marques. 

   Com uma hora de entretenimento, esta versão da Farsa traz algumas alterações ao texto original que o espectador, atento e conhecedor, reconhece não causar nenhum transtorno à história. Temos momentos cómicos com os atores e os adereços em palco, diálogos bem encenados e até interação com o público. Por exemplo, no casamento de Inês Pereira e Brás da Mata, os atores chamam os espetadores ao palco. Eles conseguem cativar o público, num ambiente envolvente, com a iluminação e o som sem falhas.   

   Numa sala de espetáculos agradável e acolhedora, Ruy Pessoa, o encenador, o elenco e todos os restantes responsáveis pela representação teatral, deram a conhecer a intemporalidade e a genialidade de Gil Vicente, além de proporcionarem uma outra forma de estudar a Farsa de Inês Pereira

   A meu ver, foi uma atuação muito bem conseguida que, para além de ter um carácter educativo, proporcionou, também, momentos lúdicos e de descontração. Uma visita ao Teatro a não perder! 

João Costa, 10ºA, nº22

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