Avaliação Externa


“Como e Porquê”

A Atividade

Os Objetivos

Os Resultados


“Como e Porquê”

A avaliação das escolas adquiriu, desde os anos 80, um papel preponderante nas políticas educativas devido às mudanças introduzidas pelo Estado nos sistemas educativos, os quais, de uma regulação burocrática e centralizada, evoluíram para uma lógica mercantil e para um estado avaliador. Em consequência, a descentralização administrativa e a autonomia da escola tiveram como contrapartida a necessidade de avaliação dos resultados escolares, tendo em vista a promoção da melhoria interna da escola, a avaliação do processo de transferência de competências e a prestação de informação aos “clientes” da educação.

A pressão externa sobre a escola com o objectivo de melhorar as aprendizagens dos alunos esteve na origem da reforma educativa baseada em standards, especialmente nos países anglo-saxónicos. Nos EUA, os standards surgiram com o programa No Child Left Behind (2002), enquanto, na Grã-Bretanha, o OFSTED (Office for Standards in Education) criou a unidade Standards e Efectividade.

A questão fundamental é determinar de que forma a política educativa pode influenciar as aprendizagens dos alunos. Para os defensores de standards, é necessário definir os resultados a alcançar, medi-los e utilizá-los para influenciar o ensino seja através do argumento de autoridade, seja através da atribuição de incentivos ou sanções à escola em função dos resultados alcançados pelos seus alunos. Esta pressão para a melhoria dos resultados escolares no quadro da prestação de contas pela escola transformou-se na principal estratégia de mudança educativa neoliberal, ligada a uma lógica de mercado da educação que confere aos “clientes” a possibilidade de livre escolha da escola a partir da publicação de rankings

A Atividade

A atividade de Avaliação desenvolvida pela IGE, enquadra-se no âmbito da avaliação organizacional e pretende assumir-se como um contributo relevante para o desenvolvimento das escolas e para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos numa perspectiva reflexiva e de aperfeiçoamento contínuo.

Os Objetivos

Constituem objetivos desta atividade:

  • Fomentar nas escolas uma interpelação sistemática sobre a qualidade das suas práticas e dos seus resultados;
  • Articular os contributos da avaliação externa com a cultura e os dispositivos de auto-avaliação das escolas;
  • Reforçar a capacidade das escolas para desenvolverem a sua autonomia;
  • Concorrer para a regulação do funcionamento do sistema educativo;
  • Contribuir para um melhor conhecimento das escolas e do serviço público de educação, fomentando a participação social na vida das escolas.

Os Resultados

  • Na sequência do trabalho desenvolvido, em 2006, pelo Grupo de Trabalho de Avaliação das Escolas, a IGE acolheu e deu continuidade ao processo de Avaliação Externa das Escolas. Nesse sentido, entre Fevereiro e Maio de 2007, realizou em todo o país a avaliação externa de 100 escolas e agrupamentos.
  • Os correspondentes relatórios foram enviados às escolas ou agrupamentos, que dispuseram de um prazo para apresentarem o respectivo contraditório. Tal como previsto, o texto integral dos relatórios e o eventual contraditório apresentado pela escola/agrupamento foram divulgados, à medida que o processo foi sendo concluído.
  • Os diversos capítulos do relatório - caracterização da unidade de gestão, conclusões da avaliação, avaliação por domínio e considerações finais - decorreram da análise dos documentos fundamentais da escola, da apresentação que ela própria efectuou e da realização de múltiplas entrevistas em painel.
  • Esperava-se que o processo de avaliação externa viesse a fomentar a auto-avaliação e resultasse numa oportunidade de melhoria para a escola, constituindo os relatórios instrumentos de reflexão e de debate. De facto, ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades de desenvolvimento e constrangimentos, a avaliação externa oferece elementos para a construção ou o aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere.
  • Da análise e tratamento dos dados constantes dos diversos relatórios de escola resulta um relatório nacional da actividade da IGE.


Avaliação Externa 2006 – 2007  Escola Secundária com 3.º CEB Anselmo de Andrade

Avaliação Externa 2011 – 2012  Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade


Dados adicionais