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Células Estaminais

A propósito de mais uma iniciativa da Ciência Viva, Dia Internacional das Células Estaminais,  ocorreram duas palestras para os alunos da nossa escola.

Desde a sua descoberta em 1961, até ao isolamento pioneiro de células estaminais embrionárias em 1981, a clonagem da ovelha Dolly ou a derivação de células estaminais pluripotentes induzidas em 2006, as células estaminais mudaram a forma como conhecemos o corpo humano, o seu desenvolvimento assim como as doenças que lhe estão associadas. Recentemente a sua utilização tem sido estudada num conjunto de possíveis estratégias que permitam regenerar diferentes tecidos do corpo humano. Esta comemoração tem como objetivo discutir e apresentar os mais recentes desenvolvimentos nesta área de investigação.

– os alunos da turma D do 9º ano assistiram à palestra “Como as células estaminais comunicam: o secretoma é o novo instagram?”com a investigadora Joana Rita Ferreira, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S)

Todas as células comunicam. Entre células semelhantes ou diferentes, quando estão próximas ou longe umas das outras, comunicando até consigo mesmas, se necessário. Esta comunicação é uma parte essencial de todos os mecanismos biológicos, garantindo que os processos complexos necessários à regulação da vida sejam perfeitamente coordenados. No caso nas células estaminais, comunicar com as outras células é também uma das suas armas mais poderosas na luta contra a doença e a degeneração dos tecidos. Nesta palestra, os alunos ficaram a saber mais sobre as capacidades terapêuticas das células estaminais mesenquimais e como é que estas são mediadas.

– os alunos das turmas A e B do 12º ano assistiram à palestra “A magia das células estaminais: como formar mini-orgãos em laboratório?” com a investigadora Marta Alves da Silva, também do i3S.

As células estaminais são tão versáteis que conseguem formar, em laboratório, mini tecidos chamados organóides. Nesta palestra os alunos descobriram o que são organóides, a sua origem e as suas potencialidades. Ficámos a saber mais sobre a aplicação de organóides derivados de células estaminais adultas em diversas áreas, tais como o cancro, a infeção e a engenharia de tecidos.

“Refletindo um pouco sobre toda a palestra, sinto que foi bastante interessante e me surpreendeu bastante pela positiva! Adorei a disponibilidade da professora e toda a forma como abordou os diferentes temas, pois por mais complexos que fossem pareciam mais acessíveis quando eram explicados (as imagens e pequenas animações de vídeo ajudaram mesmo muito a compreender toda a palestra). Gostei sobretudo de aprender mais sobre o funcionamento e as aplicações das células estaminais! Algo que já conhecia, mas admito que apenas superficialmente. Sinto que agora compreendo muito melhor o que são as células estaminais, desde o facto de estas possuírem capacidade de auto-regeneração, não serem especializadas e responderem a estímulos para se diferenciarem, até aos tipos de fatores que influenciam o destino das células estaminais adultas. Para além de ter ficado sinceramente fascinada com o “poder” destas células, gostei mesmo de conhecer as aplicações de organóides na biomedicina e na bioengenharia. Gostava de repetir e assistir a outra palestra deste género, gostei muito!” Raquel Barros, 12ºA

“Achei esta palestra sobre células estaminais bastante interessante. Tive a oportunidade de aprender o processo de criação dos organóides e de ficar a conhecer alguns estudos em que este tipo de células desempenham um grande papel. O que achei mais interessante foi a maneira como se constrói os organóides, na qual é necessário 3 fatores diferentes que trabalham dependentes uns dos outros para criar uma estrutura com uma função específica. Por fim, gostei da apresentação e permitiu-me ficar a conhecer melhor mais um ramo científico, alargando as minhas opções para o futuro.” Diogo Sousa, 12ºA

“Achei interessante o facto de se poder usar células estaminais provenientes de um tecido tumoral de uma certa pessoa, produzir um organoide com essas células e recomendar um tratamento adequado para esse paciente específico. Na minha opinião esta palestra englobava um tema muito interessante, porém achei a duração da mesma muito reduzida, podendo esta ter sido maior.” Luís Ferreira, 12ºB

As professoras Cláudia Fernandes e Élia Martins, grupo 520.

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